A Zona Leste tem cerca de 4 milhões de habitantes, 2,8 milhões de eleitores/as, 33 Distritos, 11 SubPrefeituras. Distritos da Zona Leste II: São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Ponte Rasa, Jardim Helena, Jacui, Cangaíba, Penha, Cidade Tiradentes, Curuçá, Guaianases, Itaquera, Cidade Líder.
Participe:
Prezado leitor, você pode participar das pesquisas para conhcer a História da Igreja na Zona Leste-São Paulo. Envie suas propostas para o E-mail: historiadaigrejanazonaleste@hotmail.com
teologiaonline@yahoo.com.br
Agradecemos sua participação na Hisória da Zona Leste.
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Memória
Por que é importante a memória, a hsitória na vida dos povos?
Leia o artigo da teóloga, escritora e professora Maria Clara Bingemer. Para ler o texto clique aqui
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Propomos seis períodos para a História da Igreja na Zona LesteII
1° Período da História da Igreja Zona LesteII: 1560-1750
Capela dos índios em São Miguel Paulista atá a expulsão dos Jesuítas do Brasil em 1750.
1.1 Fundação de São Miguel e atuação dos Padres Jesuítas da Roseli Santaella
1.2 Capela dos Índios
2° Período da História da Igreja Zona LesteII: 1750-1975
Criação da Diocese de São Miguel; CNBB em 1952; 1° Encontro do CELAM no Rio de Janeiro em 1955; Concílio VaticanoII de 1962-1965; 2° Encontro do CELAM em Medellín-Colômbia em 1968. Chegada do 1° bispo residente na Região Episcopal de São Miguel Paulista.
3° Período da Igreja em São Miguel Paulista de 1975-1989
Tempo do 1° Bispo da Região Dom Angélico SândaloBernadino.
3.1 Dom Angélico Sândalo Bernadino
4° Período da Igreja na Zona LesteII: 1989-2007
Com o Bispo Dom Fernando Legal. Primeiro Bispo da Diocese de São Miguel Paulista, criada em 1989.
4.1 Dom Fernado Legal
Capela dos índios em São Miguel Paulista atá a expulsão dos Jesuítas do Brasil em 1750.
1.1 Fundação de São Miguel e atuação dos Padres Jesuítas da Roseli Santaella
1.2 Capela dos Índios
2° Período da História da Igreja Zona LesteII: 1750-1975
Criação da Diocese de São Miguel; CNBB em 1952; 1° Encontro do CELAM no Rio de Janeiro em 1955; Concílio VaticanoII de 1962-1965; 2° Encontro do CELAM em Medellín-Colômbia em 1968. Chegada do 1° bispo residente na Região Episcopal de São Miguel Paulista.
3° Período da Igreja em São Miguel Paulista de 1975-1989
Tempo do 1° Bispo da Região Dom Angélico SândaloBernadino.
3.1 Dom Angélico Sândalo Bernadino
4° Período da Igreja na Zona LesteII: 1989-2007
Com o Bispo Dom Fernando Legal. Primeiro Bispo da Diocese de São Miguel Paulista, criada em 1989.
4.1 Dom Fernado Legal
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terça-feira, 4 de maio de 2010
A Região Episcopal e a criação da Diocese de S. Miguel Paulista.
No dia 9 de maio de 1976, D. Angélico Sândalo Bernardino, assume, como Bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, a Região Episcopal Leste II. Será época de grandes transformações, de muitas dificuldades e de busca de uma “evangelização profunda”, como retrata o Livro do Tombo da Catedral de São Miguel Arcanjo. A região leste, aos poucos, ocupará, sob o pastoreio de D. Angélico, lugar de destaque na Arquidiocese de São Paulo, no que diz respeito à mobilização de pessoas para o engajamento pastoral e à respectiva criação de organismos de sustentação para as novas pastorais, entre elas, da Terra e Moradia, da Saúde, da Liturgia, dos Ministérios. Neste processo o local simbólico dos encontros, assembléias e celebrações foi sempre a Igreja Matriz de São Miguel, e nossa paróquia tinha equipes de padres e seminaristas, entre os quais pode-se destacar os padres Sérgio Conrado, Olivão, Carlos Strabeli, entre outros. Novas e frutuosas mudanças vieram, quando em 15 de março de 1989, é publicada a Bula da Criação da Diocese, “Constat Metropolitanam ecclesiam” de Sua Santidade o Papa João Paulo II, elevando a então Região Episcopal Leste II à dignidade e grau da Diocese. Para a nova Diocese foi nomeado, como primeiro Bispo Diocesano, D. Fernando Legal, tomando posse em 28 de maio de 1989, quando da instalação da nova diocese. Em 07 de janeiro de 1990, D. Fernando dá posse ao novo Cura da Catedral Diocesana, Pe. José Maria Libório Camino Saracho, iniciando novas e dinâmicas mudanças no templo e nas organizações pastorais. O Pe. José Maria também contou sempre uma equipe de vigários paroquiais.Após grandes esforços pessoais e mobilização dos paroquianos, totalmente reformada, a Catedral foi consagrada pelo Núncio Apostólico, D. Carlo Furno, em 31 de maio de 1922. No dia 16.06.1999, o Papa João Paulo II nomeou o Mons. José Maria Libório Camino Saracho, bispo-auxiliar da Diocese de São Miguel Paulista e, em 20.02.2002, foi nomeado Bispo Diocesano de Presidente Prudente. Já em 05 de setembro de 1999, o Pe. Geraldo Antônio Rodrigues era nomeado novo Cura da Catedral, por D. Fernando Legal, lembrando ao novo pároco que o mesmo deveria dar prosseguimento ao dinamismo pastoral que encontrou e buscar implantar a nova evangelização.“É um grande e saboroso desafio ser Pároco da Catedral de São Miguel”, diz o Pe. Geraldo que, nestes 10 anos, com a colaboração de vários padres que passaram pela Catedral, de modo especial o Pe. Silvano, criaram, desmembradas do território da Catedral as Paróquias N. S. do Rosário e N. S. Aparecida, além de terem criado seis novas comunidades. Em 09 de janeiro de 2008, D. Manuel Parrado Carral, nomeado pelo Papa Bento XVI, como o 2º. Bispo da Diocese de São Miguel Paulista, tomou posse solenemente no dia 02 de março de 2008, sucedendo a D. Fernando Legal. Seu lema episcopal; “Anunciamos Jesus Cristo”. Um dos projetos atuais de maior relevância é o Restauro da Capela de São Miguel, levado a efeito pela Diocese de São Miguel Paulista, tendo como proponente a Associação Cultural Beato José de Anchieta, sob a coordenação do pároco da Catedral de São Miguel Arcanjo. Este projeto, que é acompanhado de perto pelo Bispo Diocesano, tem o apoio da Petrobras, do Banco Itaú, do Grupo Votorantin, do BNDES e tem como responsáveis: pela gestão a Formarte e pelas obras a Concrejato. Além de contar sempre com o apoio da sub prefeitura de São Miguel, recebeu em 2009 o apoio da Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo. A Catedral e comunidades conta hoje com cerca de cento e cinqüenta grupos de colaboradores, entre os quais, equipes de serviço, pastorais, movimentos leigos de evangelização e terceirizados, destacando-se as Irmandades, os grupos de jovens, o grupo de Escoteiros Pe. Aleixo, a Pastoral da Escuta e a do Acolhimento.
Fonte: Site da Catedral São Miguel
domingo, 14 de março de 2010
História do Jardim Verônia
Entrevista com paroquianos.
Em nosso dia a dia principalmente quando estamos envolvidos em uma caminhada de fé, e quando digo isso estou falando justamente daquela fé que nos leva a estarmos atento aos sinais dos acontecimentos da vida, afinal é assim que podemos também perceber sinais reveladores da ação de Deus em nosso mundo, em nossa vida, na vida das comunidades que buscam uma identidade, onde de fato seus membros se possam dizer e sentir como verdadeiros cristãos. Muito embora envolvidos por situações corriqueiras da vida de uma cidade como São Paulo. É essa conclusão que chegamos quando buscamos descobrir fatos da história de nossas Comunidades.
Cada uma, sem duvida alguma tem uma experiência histórica que olhadas a luz da fé nos conta um pouco do Deus que se revela, que se faz presente na história de nosso povo, e no caso em questão, deste povo meio que esquecido nesta Zona Leste da cidade de São Paulo.
Principalmente quando voltamos um pouco no tempo e que neste caso em particular não se precisa fazer nenhuma complexa leitura histórica afinal a história que queremos contar embora se possa dizer que tem sua origem bem provavelmente no inicio do século passado, quando em uma das fazendas por aqui existente, neste bairro que hoje tem o nome de Ermelino Matarazzo, e que naquele tempo era conhecido como Sitio Piraquara. Cujos proprietários católicos e procurando oferecer um lugar para as orações dos que nas imediações moravam, constroem uma pequena capela que dedicam a São Bom Jesus, que recebeu uma imagem em terra saibro feita pelos índios que habitaram aqui na região isto em 1850, imagem se encontra guardada na paróquia São Francisco de Assis. Claro que a pequena capela ficou conhecida como Capela de São Bom Jesus de Piraquara na região que é conhecida hoje como Jardim Veronia.
A nossa história se passa ai pelo final dos anos sessenta. A Paróquia São Francisco de Assis, já caminha com seu novo pároco, o Pe Inácio Cantero Campos, um jovem padre espanhol que chega aqui no Brasil, como uma vontade imensa de ajudar na construção do Reino de Deus, e que vê a fé daquelas pessoas tanto as que ali moravam como as que iam chegando na região, e que se reuniam em torno da pequena capela a cada domingo para participarem da missa. Há e quando eu digo em torno, é em torno mesmo, visto que a capela era tão pequena, que os bancos e porque não dizer o espaço só dava para acomodar as pessoas idosas e as gestantes.
Como a comunidade ia crescendo cada vez mais principalmente com a chegada dos migrantes, nasce uma idéia entre os moradores, que já buscavam se organizar, de utilizar o salão da Associação dos Amigos do Bairro, para realizar as celebrações. Como o galpão era composto de duas salas tiveram a idéia de se fazer uma parede removível, que era retirada quando das celebrações.
Animados pelos acontecimentos tanto pelo Concilio Vaticano II (1962-1965) e pela segunda Conferência Geral do Episcopado Latino Americano de Medelin (1968) os fiéis assumem de fato a organização não só da Comunidade como também da própria organização do bairro, e nisto sem duvida alguma alguns nomes surgem como referência como a Salomé, o Octaciano, o Paulinho e tantos outros que embora aqui não foram citados, certamente não serão esquecidos na memória daqueles que conviveram com eles.
Um exemplo disto que falamos era o perfeito entrosamento entre as ações da comunidade e as lutas para alcançar melhores condições para os moradores, como foi, por exemplo, a luta para a instalação de escola e creche no bairro.
Histórias como essas, que a história oficial gostaria sem duvida alguma de esquecer, foram sem duvida alguma o que animou e continua animando nossas comunidades tanto, que hoje, a pequena comunidade, deu origem a uma paróquia. A Paróquia Cristo Mestre, que tem como pároco o Pe Ivanildo.
Este pequeno fragmento histórico nos mostra como uma comunidade que aprendeu a buscar no mais profundo de si a experiência de viver a esperança anunciada por Jesus Cristo. Esperança que podemos ainda sentir latente, pulsando no coração da nova paróquia.
Um fato, no entanto não pode passar e que certamente muitos já se perguntam o que foi feito do antigo barracão que serviu de sede para a comunidade? Bom este na verdade sumiu! Sumiu mesmo.
Depois de muita luta, os moradores e as lideranças da comunidade, conseguiram uma creche para o Jardim Veronia. E o local para a construção desta foi justamente onde estava o barracão. Só que por algum motivo, econômico ou outro qualquer, alguém, que nem o nome sabemos, articulou com algumas pessoas e simplesmente sumiram com o barracão.
Mas a esperança, plantada no coração daquele povo continua mais presente, mais vivo do que nunca!
Fonte: Maurinho
domingo, 10 de janeiro de 2010
Dom Angélico Sândalo Bernadino
Os levantamentos feitos até a presente data nos arquivos da Diocese de São Miguel Arcanjo, em São Paulo, apontam que a partir de 1979, a mobilização e a organização populares alcançam um nível de institucionalização considerável, expresso na criação das Associações de Moradores. Em 1980, os referidos arquivos destacam como marco representativo, a inserção da zona leste na Anampos (Articulação Nacional dos Movimentos Populares e Sindical). E finalmente, o surgimento dos centros de educação e comunicação popular, como exemplo mais emblemático do apoio de Dom Paulo e Dom Angélico à articulação dos movimentos sociais e à união dos moradores da região em espaços de convívio em comum.
Para fundamentar a criação de tais centros na zona leste, duas plenárias foram convocadas na Casa Paroquial de Itaquera. Eventos aos quais em média 90 pessoas reuniram-se para discutir temas como ‘Poder Popular’ e ‘Unificação dos Movimentos Populares’. Nas constatações alcançadas, muito se enfatizou sobre a representatividade da comunicação para o fortalecimento da comunidade. Considerando a comunicação em dois sentidos: o de utilização da comunicação pelos movimentos sociais e o de sujeição da comunicação aos movimentos sociais. Para ler o texto completo, clique aqui
Fonte: MENEZES, Regina Tavares.
Mestranda em Ciências Sociais pela PUC-SP
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